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14/11/2019 11:17
  • Programa Classe Hospitalar comemora 10 anos de atuação em Natal
Manoel Barbosa

Com o objetivo de realizar atendimentos educacionais aos alunos matriculados na Educação Infantil e no Ensino Fundamental que, por se encontrarem em tratamento de saúde nos hospitais, ficam impossibilitados temporariamente de frequentarem suas escolas de origem, assegurando aos mesmos o direito à educação, a Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Educação, garante o Atendimento Educacional Hospitalar na Rede Municipal de Educação de Natal com o Programa Classe Hospitalar. A iniciativa, que surgiu por meio de uma professora voluntária e depois se tornou lei municipal, está completando 10 anos de existência

 

 

 

Atualmente, há quatro classes hospitalares, com sete professores que estão sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação. São elas: Hospital Infantil Varela Santiago, Hospital Municipal Maria Alice Fernandes, Hospital Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel e Hospital Universitário Onofre Lopes. O Programa Classe Hospitalar é garantido por lei no município de Natal. Por meio da legislação é viabilizado a instalação da classe hospitalar nas dependências físicas dos hospitais, garantindo os profissionais da educação para atuarem dentro das unidades de saúde. Anteriormente o atendimento acontecia por meio de convênios.

 

 

Para a chefe do Setor de Educação Especial da SME, Érika Araújo, cabe ao trabalho desenvolvido nas classes, familiarizar a criança ao espaço hospitalar e sua rotina, proporcionando um ambiente agradável e acolhedor, visando o bem-estar do educando; contribuindo assim para realizações de atividades que permitam que as crianças e pais conheçam e interajam entre si, com professores e funcionários.

 

 

Frente ao trabalho desenvolvido, o Setor de Educação Especial da SME, atua junto às professoras e educadoras infantis no assessoramento pedagógico e na oferta de formação continuada, visando possibilitar a reflexão da prática pedagógica, a partir de subsídios teórico-metodológicos e os momentos terapêuticos grupais para os professores. Nesse sentido, são organizados Encontros Formativos e vivenciais com temas referentes aos cuidados com a saúde, efeitos do tratamento oncológico pediátrico no processo de aprendizagem, inclusão escolar, tecnologia assistiva, diversas linguagens, currículo, planejamento e avaliação.  

 

 

O Programa Classe Hospitalar conta ainda com parceria da Secretaria de Estado da Educação e Cultura do Rio Grande do Norte e Universidade Federal do Rio Grande do Norte.  

 

 

Classe Hospitalar do Hospital Infantil Varela Santiago

 

A educadora infantil Maria Tereza Gonçalves Lemos Dantas que atua há nove anos na classe hospitalar do Hospital Infantil Varela Santiago ressalta como funciona a rotina de trabalho. “Do município de Natal são duas professoras realizando o acompanhamento pedagógico das crianças e adolescentes que estão afastados das escolas ou dos centros de educação infantil, devido ao tratamento oncológico ou hematológico”. A classe hospitalar funciona nos turnos matutino e vespertino.   

 

 

Maria Tereza explica que inicialmente convidam as crianças que estão nos leitos para participarem das aulas. Realizam um levantamento das crianças que podem ir para o espaço físico da classe, as que serão atendidas nos leitos, ou que estão na UTI ou em isolamento. “Realizamos a proposta de atividade do dia, que é pensada e planejada todas as sextas-feiras, com as professoras e as coordenadoras pedagógicas do hospital”.  

 

 

A pedagoga também conta que entram em contato com a escola que o paciente-aluno está matriculado. “A escola encaminha os conteúdos, e, é feito um planejamento direcionado com os professores para cada aluno, a partir desse planejamento, realizamos as atividades, respeitando a limitação de cada paciente”.

 

 

Maria Tereza Gonçalves Lemos Dantas conta do prazer em trabalhar na classe hospitalar. “É um trabalho de muita dedicação, e gratificante, porque vemos o resultado positivo”. Ela afirma que a classe hospitalar dentro de um hospital é extremamente importante. “O que realizamos aqui é garantia de cidadania e dar continuidade aos estudos deles. Somos as pessoas que mais contribuímos para os alunos vivenciar uma rotina, em um momento sofrido, garantindo o direito à educação”.     

 

 

Para a professora, apesar das crianças estarem em tratamento de saúde, conseguem encaminhar essas crianças de volta para a escola com poucos danos educacionais. “Ao longo desses anos tivemos grandes conquistas e conseguimos alfabetizar crianças. Acho fundamental na nossa responsabilidade social é mostrar para esse aluno que ele tem uma continuidade, que ele vai sair dessa e vai conseguir retornar seu estudo com poucos danos.

 

 

A coordenadora pedagógica Gabriella Pereira do Nascimento observa os resultados satisfatórios com os atendimentos. “Já foi comprovado que os pacientes que são atendidos na classe hospitalar, eles aceitam melhor o tratamento, e, é observado a melhoria deles”. O número de atendimentos na Classe Hospitalar do Varela Santiago é bem variado, em torno de 50 ou 60 alunos por mês, devido a rotatividade.  

 

 

A mãe de Lázaro Heitor Alves Siqueira, de quatro anos, Any Tâmara Alves Queiros, elogia o trabalho que é desenvolvido na classe hospitalar do Varela Santiago. “O trabalho das professoras é muito importante para a aprendizagem do meu filho”. Ela conta que Lázaro está em tratamento há dois anos, e ficou feliz em saber que o filho não ia interromper os estudos.

 

 

“Pelo fato de Lázaro ter a imunidade baixa, não pode frequentar uma escola regular. Na classe hospitalar ele estuda, se distrai e melhora a sua autoestima para seguir enfrentando o tratamento. Existe um trabalho maravilhoso que as professoras ensinam de maneira lúdica. As crianças aprendem brincando. Observo que quando meu filho está internado, ele faz questão de frequentar a classe hospitalar e desenvolver as atividades. Ameniza um pouco o sofrimento que ele vem passando”. Lázaro conta que adora a professora Tereza e que gosta de desenhar, pintar e brincar. Lázaro estava matriculado na Escola Municipal Professora Maria Neuda, do município de Assu, distante 189 Km de Natal.

 

 

Ao lado do pequeno Lázaro, que luta para vencer a leucemia, a mãe faz um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e sobre os desafios enfrentados ao longo da caminhada: “Não tenho palavras para agradecer o carinho que minha família tem recebido ao longo do tratamento. Graças a Deus e ao trabalho dos médicos meu filho está evoluindo bem e confiamos na sua plena recuperação. Deixo a mensagem para todos os pais que prestem atenção nos seus filhos e ao menor sinal vão ao médico para investigar”.


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